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Quem nunca assistiu Aladin e pensou o quanto seria ótimo se um gênio da lâmpada mágica desse a você três desejos para serem realizados? Como são só três, tenho certeza de que você pensaria muito bem a respeito de cada um. De qualquer maneira, imagino que o primeiro pedido de muitos seria muito dinheiro. O segundo seria mais difícil de escolher, mas é bem provável que fosse algo bem pessoal. Depois disso só restaria um pedido! As dúvidas sobre o que escolher seriam enormes! Mas e se você pudesse fazer infinitos desejos?
Se isso fosse possível, seria bom que você combinasse um código com o gênio para que ele não confundisse os seus pensamentos com os seus desejos, já que nem sempre pensamos em coisas sábias. Muitos iriam ler alguns escritos antigos para invocar o gênio. Outros iriam fechar os olhos e falar palavras bonitas para direcionar os desejos para ele. Alguns até usariam amuletos para serem segurados no momento dos pedidos. E independente da maneira que isso fosse feito, o importante é que sempre poderíamos pedir mais. Mas será que você já não tem esse gênio?
Qual é a sua visão sobre Deus? Será que, muitas vezes, você não tem imaginado ele como a figura de um gênio da lâmpada mágica, mas com o direito de fazer infinitos pedidos? Você é um servo de Deus ou é ele que tem sido o seu servo, ouvindo todos os seus desejos e caprichos? E qual é o código que você inventou para fazer os pedidos? A questão é que, infelizmente, muitas pessoas ainda não amadureceram para entender que o gênio azul do Aladim não existe. Não existe ninguém que vai atender os seus egoísmos.
O Verdadeiro Deus ama os humanos e, por isso, não atende todos os seus desejos. Ele sabe que nem sempre pedimos o que é bom: sempre queremos prejudicar alguém e não sabemos o que realmente queremos. Não sabemos escolher nem roupas! Quantas roupas você já comprou e só vestiu na hora de experimentar? E, mais, do que isso, Deus quer que tenhamos um relacionamento com ele, e não simplesmente que o problema seja resolvido. Deus prefere nos ver sem o que queremos, mas perto dele do que com o que queremos, mas longe dele.
Porém, não pense que ele não se preocupa com o que você quer ou precisa. “O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de tudo isso. Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas. Por isso, não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações. Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades” (Mateus 6.32-34).
Portanto, não pense que Deus é indiferente a sua situação. A questão é que ele se preocupa mais com você do que com a situação em si. E ele quer tê-lo como filho, mas não um filho mandão que pensa que o pai deve atender todos os caprichos dele. Muito menos ele quer ser visto como um gênio azul que tem alguns poderes e vive em função de realizar desejos: ele não é assim. Mas se você quiser realmente fazer três pedidos para Deus, sugiro que você peça simplesmente o Caminho, a Verdade e a Vida, porque esses desejos nenhum gênio pode atender.
Patrick Moreira
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Já tentei ser poeta, cantor, intelectual, evangélico, moralista, espiritual, liberal, guitarrista, roqueiro, engenheiro, humanista e mais um monte de coisa que ninguém está interessado em saber. Contudo, ultimamente, eu confesso que tenho tentado ser apenas uma coisa: eu. Simplesmente cansei de carregar fardos que não são meus.
Isso tudo pode parecer egoísmo ou indiferença, mas o que eu não quero é defender ideais. Eles que se defendam! Se eu for me preocupar com algo, que seja com as pessoas. Mas quando eu realmente não estiver preocupado com elas, também não vou fingir que estou. Da mesma forma, não quero mais ter pena de ninguém. Nenhuma pessoa é melhor do que a outra a ponto de poder olhar para alguém com esse sentimento medíocre que, geralmente, só gera comoção e, nunca, uma ação.
Nós já ouvimos e falamos muito. Escrevemos livros e defendemos teses diante de multidões. Entretanto, se isso tudo é tão importante e suficiente, por que os debates nunca acabam e os livros são escritos aos montes, cada um prometendo uma nova revolução? Ou existe o problema ou existe a solução. O que não ajuda simplesmente atrapalha.
Por outro lado, muitas descobertas já foram feitas, muitas máquinas construídas e muitas equações resolvidas. Mas de que adinta isso tudo se o fruto do nosso trabalho parece ter vida própria, de forma que não conseguimos nem nos reconhecer nele? E o pior: estamos fadados de uma maneira tão horrível a transformar o ambiente ao nosso redor que as nossas qualidades não existem mais: elas foram sugadas pelas máquinas e pelos prédios. Ou seja, se eles são bons, talvez seremos chamados de bons; caso contrário, nos resta o fracasso.
“Pessoas nascem, pessoas morrem, mas o mundo continua sempre o memso. O sol continua a nascer, e a se pôr, e volta ao seu lugar para começar tudo outra vez. O vento sopra para o sul, depois para o norte, dá voltas e mais volts e acaba no mesmo lugar. Todos os rios correm para o mar, porém o mar nunca fica cheio. A água volta para onde nascem os rios e tudo começa outra vez. Todas as coisas levam a gente ao cansaço – um cansaço tão grande, que nem dá para contar. Os olhos não se cansam de ver, nem os nossos ouvidos de ouvir. O que aconteceu antes vai acontecer outra vez. O que foi feito antes será feito novamente. Não há nada de novo neste mundo. Será que existe alguma coisa de que a gente possa dizer: ‘Veja! Isto nunca aconteceu no mundo’? Não! Tudo já aconteceu antes, bem antes de nós nascermos. Ninguém lembra do que aconteceu no passado; quem vier depois das coisas que vão acontecer no futuro também não vai lembrar delas.”*
Diante disso, o que realmente importa? Há quem diga que um certo deus escolheu um servo de quem ele gosta muito e colocou nele o seu próprio espírito. Ele faria a separação entre o que é importante e o que não é. Mas ele não discutirá, não gritará e nem fará discursos nas ruas. Ele veio para fazer a diferença e não para esmagar o galho que já está quebrado ou apagar a luz que já está fraca. E assim ele vai agir até que a justiça seja feita. E todos os povos colocarão nele a sua esperança e certamente saberão o que realmente importa.**
* Eclesiastes 1.4-11
** Mateus 12.18-21
Patrick Moreira

Pastor da Comunidade Evangélica Alcance, em Irati/PR. É também o responsável pela Maná Edições, entidade sem fins lucrativos que visa promover o ministério de ensino ao Corpo de Cristo. Casado com Kelly, tem dois filhos: Israel e Lissa luciano.subira@manaedicoes.com.br |

Escrito por Jota Mossadihj no Solomon1
Durante um tempo eu participei de muitas coisas que pareciam ser as corretas, eu fui motivado por muitas coisas boas e muitas coisas ruins, as boas foram todas baseadas por ser mais que um simples ouvinte e realmente dar mais de mim para aquele que deu sua vida por mim.
Tinha dias que eu queria fazer tudo para Deus, tinha manhãs que eu desejava mais que tudo falar horas sobre como Deus tinha me tirado das trevas e me colocado na luz. Eu tinha prazer em ir para a igreja para aprender, tinha uma sede enorme para cantar, durante a semana eu ficava fascinado em escrever tudo o que eu tinha aprendido para mais pessoas aprenderem o que eu aprendi. Fui inspirado a criar, compartilhar experiências que eu tinha aprendido de grandes pessoas para mostrar como era esse Jesus livre de dogmas físico e leis de homens para libertas pessoas que assim como eu no passado eram doentes dentro de suas próprias igrejas.
Durante meses eu fiz isso, quando aconteceu algo esperado, começaram aparecer criticas, mentiras, pessoas que em vez de ajudar atrapalhavam, e o cansaço foi batendo, o desanimo foi chegando e a vontade de não levantar da cama foi ficando cada vez freqüente. Eu realmente não queria fazer mais nada, pelo simples fato de estar cansado, mas cansado de que? se não tinha nada para me cansar?
Eu fico pensando na historia que todos conhecem sobre Martinho Lutero, mas poucos sabem que ele tinha um amigo íntimo. A historia que quase ninguém conhece e que ao ver Lutero quase se matando trampando esse amigo chegou pra ele e disse: “Posso ajudar mais onde estou; vou ficar aqui orando enquanto você batalha loucamente na luta.” Esse seu amigo orou os dias seguinte, mas começou a sentir um pouquinho de culpa. Uma noite ele sonhou com Jesus, que mostrou suas mãos e seus pés. Mostrou também um jardim cobertas de ovelhas, várias, e apenas um homem ali. Martinho Lutero, o único homem no sonho se matava para apascentar aquelas milhares de ovelhas. Jesus chegou para o amigão e falava que naquele campo os trigos estavam para cair e o único cara disposto naquele campo que estava a cuidar das ovelhas estava exausto contudo persistia em sua tarefa. Nessa altura o amigão reconheceu e quando acordou iria tomar uma atitude que mudaria a vida dele. Levantou e pensou não posso apenas ficar aqui sentado, as ovelhas devem ser pastoreadas, e os campos tem que serem ceifados. Foi assim que o amigo de Lutero saiu para a batalha com ele.
Quando Paulo escreveu que somos soldados lutando o bom combate e exatamente isso, estamos numa guerra “invisível” e é lógico pensar que você vai sofrer nesse combate, se antes de você entrar nessa guerra você não tinha problema nenhum é mais do que normal agora você ter.
A historia já foi contada através dos filmes, mas essa historia me fascina porque mostra claramente como estamos lutando. Quando os 300 espartanos sob o comando de seu rei Leónidas enfrentaram centenas de milhares liderados por Xerxes, eles sabiam que iriam morrer para tentar refrear o domínio dos Persas sobre a Grécia, outro fato que me interessa é que eles prefeririam morrer como homens livres, do que se tornar escravos dos persas.
Vai ter dias que você vai achar que apenas 300, 100, 50 ou apenas você não dará conta de nada, porque a guerra está vencida, mas você deve saber e viver que você é bem-aventurado quando mentem a respeito de você, bem-aventurado quando você sofre perseguição, bem-aventurado quando muitos falam todo o mal contra você, por causa Dele.
Será que vale a pena ser um derrotado que lutou e que agora deixou vários fatores entrar na minha vida? deixando cada vez eu mais infeliz e amargurado? ou vale a pena mesmo sabendo que eu vou sofrer e posso morrer para mim mesmo, lutando nessa guerra onde o resultado eu só vou ver apenas lá em cima. Derrotado? Amargurado? Mimimi? ou seguir em frente com sede de fazer?

Hoje faz exatamente um ano que o primeiro post foi colocado no a.C. Revolution. Se isso é motivo de orgulho, eu ainda não sei, mas tenho que admitir que algumas coisas interessantes aconteceram nesse período.
Para começar, eu confesso que nunca pensei que teria um blog por dois motivos simples: há algum tempo, blog era coisa de gente viciada em internet e, por não entender nada do assunto, eu achava que criar um blog era algo muito difícil. Porém, contrariando o que eu pensava, acabei criando o a.C. Revolution. Esse “acidente” foi fruto de, basicamente, três fatores:
- primeiro, o blog do meu amigo Vítor (Amando ao Próximo) me inspirou e derrubou a idéia de que blog era para os desocupados viciados em computador;
- segundo, eu estava extremamente à toa nas minhas férias de julho;
- terceiro, eu sempre tive uma certa vontade de escrever um livro, uma revista ou algo parecido.
A partir disso, vários posts foram escritos (ou copiados!) até chegar neste 151º post. Alguns deles são apenas textos ou músicas que me divertiram ou me surpreenderam, mas outros têm muito mais escrito nas entrelinhas do que nas próprias linhas. Nesse período eu comecei como um cristão igrejeiro, passei por um admirador da teologia, filosofia, sociologia e psicologia e cheguei ao final como alguém que viu que a sabedoria (inclusive sobre Deus) não é tão bela quanto parece.
Quanto à blogosfera cristã, eu comecei como mais um fascinado por esse “mundo”, mas confesso que também me decepcionei. Não me considero melhor do que ninguém para julgar, mas o sentimento que tenho é que a blogosfera cristã não cresce, ela incha. Ou seja, na verdade, ela parece grande, forte e cheia de coisas boas, mas o que tem dentro dela é apenas ar (leia “O que queremos ouvir?”). Me perdoe se ofendi alguém com isso, mas é apenas uma impressão que tenho e é claro que existem várias exceções.
Agora, deixando isso de lado, é claro que tenho muitas coisas para falar sobre o blog! Resumidamente, ele me ajudou a conhecer algumas pessoas e me deu várias oportunidades, além de ter me estimulado a pensar e agir de maneiras diferentes, além das várias leituras que me senti obrigado a fazer como um blogueiro. Não sei se isso tudo me fez melhorar, mas sei que me fez ficar diferente!







