Um ano de a.C. Revolution!!!

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Hoje faz exatamente um ano que o primeiro post foi colocado no a.C. Revolution. Se isso é motivo de orgulho, eu ainda não sei, mas tenho que admitir que algumas coisas interessantes aconteceram nesse período.


Para começar, eu confesso que nunca pensei que teria um blog por dois motivos simples: há algum tempo, blog era coisa de gente viciada em internet e, por não entender nada do assunto, eu achava que criar um blog era algo muito difícil. Porém, contrariando o que eu pensava, acabei criando o a.C. Revolution. Esse “acidente” foi fruto de, basicamente, três fatores:


- primeiro, o blog do meu amigo Vítor (Amando ao Próximo) me inspirou e derrubou a idéia de que blog era para os desocupados viciados em computador;

- segundo, eu estava extremamente à toa nas minhas férias de julho;

- terceiro, eu sempre tive uma certa vontade de escrever um livro, uma revista ou algo parecido.


A partir disso, vários posts foram escritos (ou copiados!) até chegar neste 151º post. Alguns deles são apenas textos ou músicas que me divertiram ou me surpreenderam, mas outros têm muito mais escrito nas entrelinhas do que nas próprias linhas. Nesse período eu comecei como um cristão igrejeiro, passei por um admirador da teologia, filosofia, sociologia e psicologia e cheguei ao final como alguém que viu que a sabedoria (inclusive sobre Deus) não é tão bela quanto parece.


Quanto à blogosfera cristã, eu comecei como mais um fascinado por esse “mundo”, mas confesso que também me decepcionei. Não me considero melhor do que ninguém para julgar, mas o sentimento que tenho é que a blogosfera cristã não cresce, ela incha. Ou seja, na verdade, ela parece grande, forte e cheia de coisas boas, mas o que tem dentro dela é apenas ar (leia “O que queremos ouvir?”). Me perdoe se ofendi alguém com isso, mas é apenas uma impressão que tenho e é claro que existem várias exceções.


Agora, deixando isso de lado, é claro que tenho muitas coisas para falar sobre o blog! Resumidamente, ele me ajudou a conhecer algumas pessoas e me deu várias oportunidades, além de ter me estimulado a pensar e agir de maneiras diferentes, além das várias leituras que me senti obrigado a fazer como um blogueiro. Não sei se isso tudo me fez melhorar, mas sei que me fez ficar diferente!


Por fim, eu queria agradecer a todos que me ajudaram, mesmo que seja com uma simples visita! Meu desejo é que Deus possa sempre agir no nosso meio e que todas os planos que ele tem planejado para nós com todo o cuidado sejam cumpridos. Acredito que Cristo representa a maior mudança que alguém pode ter: a morte de si mesmo e o nascer de uma nova pessoa, completamente transformada por Deus. Isso é uma a.C. Revolution!

Patrick Moreira

O Deus dos Burros

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Em um show de mágica...

Existe um deus que não é todo-poderoso. Diante de toda tecnologia e senso crítico dos humanos, ele não se destaca: é apenas um ícone da mitologia, das tradições e da moral. Ele é, supostamente, o criador mas não tem poder sobre o que o homem já criou e controla. Entretanto, sempre que os poderosos humanos falham ou não entendem algo, ele aparece e os convence de que apenas ele é perfeito e tem a explicação para tudo. Esse deus é O Deus dos Burros.


Para os seguidores (burros) desse deus, o poder do quase todo-poderoso pertence ao mundo sobrenatural, o que já é um grande problema. Simplesmente não faz sentido o criador do mundo ter criado o natural e o sobrenatural e agir apenas neste. Ou seja, na doutrina deles, se alguma coisa acontece naturalmente, deus não teve nada a ver com isso, muito menos se houve intervenção humana no processo.


Como se não fosse o bastante, esses religiosos falam sobre o poder sobrenatural de deus, mas não conseguem responder uma simples pergunta sobre a diferença entre o que é natural e o que é sobrenatural. Mas a verdade é que, na concepção deles, natural é o que conseguimos entender ou fazer, enquanto que o sobrenatural é o que está além das nossas capacidades. Ou seja, esse deus é simplismente fruto das fraquezas dos seus criadores seguidores.


Por outro lado, ao contrário da bíblia dos burros, a Bíblia de Deus não possui a palavra sobrenatural nos seus textos. Sim, essa palavra não existe na Bíblia! E o mais ridículo é que, para esses religiosos, quanto mais uma pessoa fala sobre o sobrenatural, mais ela é bem vista. Entretanto, para o Verdadeiro Deus, o mundo é um só e a vontade dele é feita “assim na terra como no céu”.


Dessa forma, se Deus criou a gravidade, é mais do que lógico que a ação dela depende da ação do Criador. Sem ele, ela poderia mudar ou deixar de existir sem qualquer razão. Não faz sentido você dizer que a gravidade não tem nada a ver com Deus simplesmente porque você entende (ou pensa que entende) como ela funciona. Se fosse assim, deveríamos considerar a quântica como algo sobrenatural, já que a grande maioria da população mundial não entende nada a respeito disso.


Portanto, não seja burro. É verdade que até um burro pode ser usado por Deus, mas não seja enganado por essa idéia mística sobre o poder de Deus. Não passe a vergonha de ver um simples truque de mágica e pensar que ele é um milagre simplesmente porque você não entendeu o que aconteceu. Deus realmente age de maneiras grandiosas e que não podemos entender, mas ele não é exibido. Tudo o que ele quer é o melhor para nós, não importa se vamos entendê-lo ou não.


Patrick Moreira


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Até um burro pode!

Piadas ruins é que são boas!*

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*Créditos do título "Piadas ruins é que são boas" ao DrPepper (não recomendo)

Te Escolhi

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“Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui em que os escolhi para que vão e dêem fruto e que esse fruto não se perca. Isso a fim de que o Pai lhes dê tudo o que pedirem em meu nome". (João 15.16)


Se você soubesse o quanto que o que você acabou de ler é importante, tenho certeza de que você prestaria mais atenção no que vou dizer. Caso contrário, lamento dizer que as chances de que a insegurança e a religiosidade se tornem elementos constantes na sua vida aumentarão mais ainda. Isso não é apenas uma dramatização, mas estou falando de algo que me livrou de muitos problemas e mal-entendidos, além de ter feito uma revolução copernicana (não a de Kant) na minha vida.


Se você é cristão, mais especificamente, prostestante, tenho certeza de que já lhe perguntaram se você não queria aceitar Jesus como senhor e salvador da sua vida e você respondeu que sim. Entretanto, você tem certeza de que vai para o céu simplesmente porque aceitou Cristo? Você acha que vai para o céu porque, como se estivesse em uma agência de turismo, escolheu passar a eternidade onde não haverá mais lágrimas?


Talvez esse seja um dos nossos maiores erros: pensar que fomos nós que escolhemos e aceitamos Deus na nossa vida, como se ele fosse alguém que precisa de nós e da nossa aceitação para ser deus. Porém, não adiantaria nada escolhermos estar ao lado de uma pessoa se ela não quisesse a nossa companhia. Dessa forma, a questão não é saber se queremos ou não a presença de Deus, mas, antes disso, saber se ele quer passar toda a eternidade conosco.


Agora, tenho certeza de que você sabe que Cristo morreu por nós como uma maneira de reconciliar Deus com a humanidade. Mas você realmente vive isso? Ou você ainda está tentando convencer Deus de que, por você ter escolhido ele, você deve ir para o céu? Lamento dizer que, se Deus decidir que você deve ir para o inferno, não há nada que você possa fazer para mudar isso. Nada mesmo.


Entretanto, se você foi escolhido, não há nada no mundo que vá afastar você do amor de Deus. E a grande novidade é que, sim, ele escolheu você! Não importa o que as pessoas digam ou o que a religião prega, não é você que escolhe Deus pelas suas ações, mas é ele quem escolhe você pelas suas imperfeições! E isso não é para que acomodemos, mas para que, a partir disso, possamos gerar bons frutos na certeza de que aquele que nos escolheu já nos deu todo o seu amor e a sua confiança e não negará o que os seus escolhidos pedirem.


Portanto, não tenha medo! O seu futuro está nas mãos da pessoa que mais se importa com você! Ele não vai mandar você para um lugar cheio de fogo simplesmente porque você não o agradou : o amor dele é maior que isso! E não pense que Deus é um produto para você escolher como a solução dos seus problemas. É ele que está chamando o seu nome e quer que você simplesmente dê um passo à frente.


Patrick Moreira


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A coisa boa

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Escrito por PAULO BRABO, na bacia das almas


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A coisa boa foi que no preciso momento em que transgredi minha narrativa começou a avançar. Não há como contornar indefinidamente o conflito, e a trama aguarda mais ou menos impaciente o transbordar do cálice. Ao transgredir o protagonista coloca em ação os insondáveis processos que, tudo dando certo (e, como demonstram todas as histórias, em especial a sua, o universo tem formas estranhas de conspirar) podem conduzir à individuação.

“No dia em que comer… certamente morrerá”. A transgressão, que é portanto inteiramente independente do pecado, é um passo de fé mais ou menos consciente na integridade da narrativa. É uma espécie de batismo, que é por sua vez uma forma rigorosa e formalmente articulada de suicídio. Só os transgressores tem de morrer, mas só os que morrem conhecem a possibilidade da redenção.

Minha primeira transgressão foi deixar a igreja para condenar a serpente que estava ali. Meu pecado foi não ver que a serpente estava também em mim.


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Leia mais no Bacia das Almas!

Observação: o post original não possui a imagem do Salvador Dali

Entrevista com o grande Alguém

Postado por Patrick Moreira 1 comentários

Finalmente, depois de muitas tentativas, o a.C. Revolution conseguiu fazer uma entrevista com o grande Alguém. Como todos sabem, é muito difícil falar com ele, mas nós estamos trazendo em primeira mão as respostas dele para as perguntas que não querem se calar! Mais uma vez, é o a.C. Revolution levando a você o que há de melhor! Confira parte da entrevista: 

Alguém, o que você acha do fato de que em todo lugar que se vai as pessoas só falam de você? 


“Eu acho ótimo! Eu sempre achei que eu devia ser reconhecido pelo que faço. Sempre que eu queria que as pessoas me olhassem, elas não deram a mínima, mas, se eu falhava em algo, todos estavam interessados no meu fracasso. Mas agora eu estou aprendendo a dar às pessoas o que elas querem: mentiras! Esse é o segredo para quem quer ter uma boa imagem! E, para isso, você não precisa se mostrar como perfeito o tempo todo não: confessar alguns erros com cara de humildade é ótimo para encher o orgulho porque as pessoas passam a te admirar mais ainda. Se fingir de coitado é o melhor jeito de ganhar a atenção”


Mas o que as pessoas vão pensar disso tudo que você acabou de falar? Isso não vai acabar com a sua imagem? 


“Ninguém se importa. Os bons nunca foram admirados. Você mesmo só está me entrevistando porque dá muito mais sucesso escrever sobre um cara ruim do que sobre uma mulher que ajuda meninos negros, pobres e feios a saírem do mundo das drogas. Quanto mais drogados e assassinos, melhor! A televisão e os jornais precisam deles! As pessoas precisam deles porque adoram ver os outros se ferrarem enquanto estão sentadas na cadeira da sorte. O que elas não sabem é que essa cadeira possui uma perna quebrada: a qualquer momento, ela pode virar”. 


E o que você acha da religião? 


“A religião é ótima! Ela me faz ter cólicas de rir! Esses tolos dizem que seguem um deus, mas o que eles mais querem é virarem poderosos deuses para mandarem esse deus deles para o inferno com tudo o que ele tem de moral, ética, amor e perdão. Mas é lógico que isso fica só nos sonhos. Ninguém melhora por causa de uma religião. Os defeitos são apenas mascarados ou distorcidos. Tem um carpinteiro por aí que anda falando que as intenções são, muitas vezes, mais importantes que as ações. Mas é lógico que todo mundo faz de conta que não escuta. Todos querem fazer caridade, não para ajudar, mas, para tentar provar para os outros ou para si mesmos que eles têm algum valor. Muitos oram porque adoram falar, reclamar e adorariam ter um gênio que atendesse não apenas três, mas infinitos pedidos. Outras pessoas ainda falam que não aproveitam os prazeres da vida porque elas são de deus, mas a verdade é que elas antigamente queriam esses prazeres e não conseguiram: eram feias, tímidas ou medrosas demais. Se sentiram oprimidas e agora usam a religião para se consolarem e fingirem que não queriam esses prazeres ao invés de assumir que são fracassados”


Mas as pessoas não mudam?


“Você muda? Quando você diz que está se tornando uma pessoa melhor, você está vendo essa mudança ou acha que vê e está apenas tentando se convencer disso?”


Mas quando você ficou sabendo do assassinato daquela menina de 16 anos, você demonstrou publicamente que não se importava muito com isso. Como você tem coragem de falar que as outras pessoas não prestam? 


“Porque, como você acabou de fazer, elas sempre fogem da verdade e sempre buscam algo para colocar no lugar dela. Ninguém responde algo quando a pergunta coloca em risco o egoísmo e o orgulho delas. Quanto ao assassinato, ninguém liga para isso, muito menos eu. A menina só foi embora mais cedo. Pessoas morrem todos os dias e ninguém nunca deu a mínima para isso. A comoção das pessoas não é muito diferente de um “bom dia!” quando alguém cumprimenta você: é só mais um costume vazio. Nem as pessoas próximas da menina se importam com a morte dela: na manhã daquele dia, a mãe dela disse que ela era uma imprestável por ainda não trabalhar como ela trabalhara quando jovem, além de ficar pedindo dinheiro para sair com o namorado. Por outro lado, esse namorado já tinha traído ela várias vezes, mas mentia e fazia de conta que nada aconteceu. Até os membros da igreja dela só se importavam com ela se ela fosse útil na obra de deus. E você, que fica se mostrando como um defensor da justiça e da verdade, só quer saber da menina para a sua entrevista ficar mais polêmica. Mesmo assim, todos vocês tiveram a cara-de-pau, a falta-de-vergonha de aparecer no funeral dela, chorando e lamentando, como se realmente importassem com ela”.* 


Enfim, qual a mensagem que você gostaria de deixar para as as pessoas que vão ler a entrevista?


"Nenhuma. Ninugém me daria atenção se eu falasse algo de bom ou revolucionário. Todos preferem continuar sedados, cegos quanto à realidade. Mas se você quer que eu diga alguma mentira para eles acreditarem, tudo bem, eu faço. Vocês são vencedores! A humanidade tem evoluído por milhões de anos e vocês são fruto dessa evolução! Não importa quem você é, mas, sim, o que você faz! Tudo dará certo!". 

 

* outras duas perguntas foram feitas ao entrevistado, mas elas foram ocultadas por considerarmos as respostas ofensivas e por envolvem a intimidade e integridade do entrevistador.


Patrick Moreira

 

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Escrito por Kim Edwards, a mesma autora do best-seller O Guardião de Memórias, Os Segredos do Rei do Fogo é um livro que reúne 14 contos que, apesar de retratarem os mais diversos ambientes e pessoas, possui um forte caráter universal, já que trata de temas como amor, dinheiro, destino, família, religião, ciência e busca por ideais.


Confesso que, quando comprei o livro, eu esperava algo bem diferente do que encontrei quando comecei a lê-lo: em meio a esse excesso de intelectualismo que temos vivido, a leitura da obra pode parecer completamente fútil aos olhos de algumas pessoas. Isso porque o efeito dela tem muito mais a ver com algumas filosofias orientais de esvaziar e purificar a mente do que a nossa filosofia ocidental de sempre querer saber mais.


Dessa maneira, o caráter do livro é muito mais poético do que de crítica social, apesar de que nada impede que o leitor aproveite bem os contos nesse segundo aspecto. Além disso, mesmo com a tradução, a obra não perdeu a profundidade que a autora passa com cada palavra escrita, usando desde sinestesias até descrições minucioas e cheias de vida de alguns lugares.


Quanto ao enredo, os contos vão desde a história de uma menina de nove anos que matou a própria irmã para tentar salvar a mãe; um homem que seduz platéias engolindo fogo, mas não consegue controlar o fogo do amor (conto homônimo ao livro); uma mulher sereia; um grupo de pessoas que está criando uma nova sociedade em uma ilha isolada até a história da descoberta do rádio por Marie Curie.


Por outro lado, quanto à leitura em si, o livro possui um tamanho razoável de 239 páginas, dividas entre os 14 contos. Além disso, a linguagem utilizada é, ao mesmo tempo, fácil de entender e bastante profunda, sendo que a autora trabalha muito bem a dinâmica dos contos, o que deixa cada história com muito mais vida.


Portanto, sugiro Os Segredos do Rei do Fogo para quem gosta de contos e de poesias pelo simples prazer de ler, sem se preocupar com o retorno que isso pode trazer. Entretanto, se você não é esse tipo de pessoa, sinceramente, sugiro que não leia o livro: é bem provável que você fique frustrado com ele, o que não seria bom para você e nem para a fama dessa excelente obra.


Patrick Moreira


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O Vendedor de Sonhos – Augusto Cury

Ensaio sobre a Cegueira – José Saramago

Eu Disse Adeus ao Namoro – Joshua Harris

O que queremos ouvir?

Postado por Patrick Moreira 2 comentários
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Não leia este texto! Você irá se arrepender...


Se você está lendo esta frase é porque você é teimoso e não quis me ouvir. Não, não estou julgando ninguém, mas estou falando a pura verdade. Seja sincero com você mesmo: a verdade é que só damos ouvidos para o que queremos ouvir. Nenhuma Verdade é realmente verdade se ela não for conveniente para nós, e nenhuma Mentira é realmente mentira se ela nos der certas vantagens.

E, como se não bastassem as máscaras que usamos diariamente, ainda somos ousados a ponto de mascarar até o mundo ao nosso redor. Dessa forma, acreditamos que, se contada mil vezes, uma mentira pode virar uma verdade, que contar “mentiras brancas” não é errado ou que nada é verdade se não for “comprovado cientificamente”.

Entretanto, o que estamos fazendo é simplesmente manipular a verdade para que ela nos seja conveniente: estamos brincando de deuses que reconstroem o mundo a todo momento. Não aceitamos ver uma estrela no céu e simplesmente admitir o que ela realmente é: incrível. Pelo contrário, usamos toda essa beleza e grandiosidade para justificar a religião egoísta em que acreditamos ou a teoria “científica” que nos livra de amar e respeitar as outras pessoas.

Existe uma profecia que diz que chegaria um tempo em que as pessoas escolheriam falsos mestres para falarem apenas o que lhes agrada. O amor também esfriaria e cada um estaria em busca dos próprios interesses, mas o pior é que tudo estaria mascarado por uma grande paz.

Contudo, essa paz é artificial, sintética. A verdadeira paz existe por si mesma em meio ao amor, sendo que a falta (e não o oposto) dela é a guerra. Porém, estamos fazendo algo horrível: estamos transformando a guerra em algo em si (manipulando a verdade) e colocando a paz como a falta da guerra. Ou seja, se a guerra enquanto falta de paz (e amor) só pode ser combatida com a presença da própria paz (e do amor), a guerra enquanto ser-em-si não precisa ser combatida com essa presença, o que nos livra de abrir mão dos nossos desejos egoístas.

Assim, não viveremos uma paz porque estaremos amando e deixando de ser egoístas, mas porque daremos um jeito de ter os desejos egoístas de cada um de nós atendidos ao mesmo tempo. Ouviremos apenas o que queremos ouvir e ficaremos contentes com isso e quando aparecer verdades contraditórias às nossas, diremos que somos tolerantes e que respeitamos as outras opiniões, mas, na verdade, só respeitaremos o outro porque essa é uma maneira de sermos respeitados.

Portanto, não pense que eu quero convencer você com este texto: meu esforço seria em vão, você só iria me dar ouvidos se isso lhe trouxesse alguma vantagem. Talvez eu mesmo esteja manipulando a verdade no que acabei de escrever: ninguém sabe. Diante disso, você tem apenas duas escolhas: tomar a pílula vermelha ou a azul. Você pode buscar a desconfortante verdade ou continuar no conforto da mentira. A escolha é sua...

Patrick Moreira


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Bagunça arrumada

Os donos de Deus

Postado por Patrick Moreira 1 comentários

Retirado do ótimo blog Not-lin

Friedrich Nietzsche é odiado por muitos evangélicos por todos os seus textos polêmicos de orientação niilista que quase sempre tomam como verdadeira a premissa de que Deus não existe, e ainda vão além disso, dizem que o homem matou a Deus.

Não há nenhuma contradição para mim, em sendo cristão, aceitar como verdadeiras as premissas de Nietzsche. Deus realmente não existe! Deus da maneira como é mostrado não existe, o Deus real e supremo foi realmente assassinado pela maldade humana e pelo seu orgulho.

Deus é algo muito maior do que a vontade humana e seus desejos, o Deus único que existe é algo que transcende a realidade objetiva, que não pode ser apreendido racionalmente, mas que ao mesmo tempo presa a razão como meio para se chegar a ele. Deus é a força motriz do universo, e na visão mecanicista de Descartes, o relojoeiro que cuida das engrenagens de tudo aquilo o que existe.

Mas acontece que com o passar do tempo o homem passou a voltar a sua atenção para alguns aspectos e manifestações desse Tudo que é Deus. Até aí nenhum problema, o problema reside em apreender esses aspectos variados e específicos de Deus e torná-los aspectos Gerais. Assim, o homem passou de criatura a criador, o homem passou a moldar aquilo que é Deus, em sua ganância, a humanidade tentou tornar-se dona de Deus.

Em minha experiência vejo o Cristianismo como uma das maiores tentativas de moldar a Deus. Nós cristãos, assumimos, mesmo que involuntáriamente a postura de representantes do Reino de Deus na Terra. Isso não é ruim, a principio isso é bom, uma vez que o Reino de Deus é movido pelo amor, tornamo-nos então células multiplicadoras de amor. Isso torna-se ruim quando ao invés de multiplicadores do amor e da graça redentora passamos a ser multiplicadores do juízo e da condenação.

Cristo, enquanto uma das manifestações do Tudo-Deus nos deixa bem claro o seu caráter libertador, nos diz que não veio para condenar, mas para trazer a liberdade. Existe liberdade realmente nos modelos religiosos romano, protestante, pentecostal e neo-pentecostal?

O homem fez a coisa certa do modo errado, Deus deveria ser o espelho onde nos vemos, mas ao contrário disso, tentamos fazer de nós, que somos pequenos demais, um espelho para refletir a grandeza dEle.

Freedom.


Obs: o texto original não possui nenhuma imagem.


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Por Victor, retirado do "não deixe de visitar" blog Celebrai!


A internet foi um dos maiores avanços que o homem já proporcionou à sua história. Não dá pra falar em comunicação nos nossos dias sem que venha à nossa mente a interatividade da internet.

Assim como tudo na vida se transforma e evolui, as novas descobertas tecnológicas também vêm contribuindo para os avanços em comunicação via internet. Até ha alguns anos atrás, a maioria das pessoas tinha acesso a este mundo via internet discada, hoje, com os tais avanços, vivemos na época da internet banda larga. A diferença básica entre ambas é a velocidade da comunicação com a rede mundial de computadores. Por exemplo: enquanto a comunicação discada atinge, no máximo, uma velocidade de 56,6 kbps, com a banda larga, no estado de São Paulo, os empresários já falam em comunicação de 100 mbps.



Por que digo isso? (Mais uma vez eu e minhas comparações

Porque considero muito interessante o modo como algumas pessoas pensam e praticam a espiritualidade cristã. Muita gente trata Deus, como que tratando com a internet, e geralmente os crentes de igreja, cujos mentores espirituais são os religiosos de plantão, são especialistas neste assunto, visto que o fetiche dos tais é sempre transformar quaisquer coisas em ritos sagrados. É caso dos fariseus, em Mateus 15, que transformaram hábitos de higiene, como o ato de lavar as mãos antes das refeições, como rito sagrado.

Pessoas neste estado vivem no limite do estresse e das tensões psicológicas. São pessoas que, geralmente, sofrem síndromes de ativismo e de neuroses agudas, porque o modelo de espiritualidade é sempre baseado nos moldes de um deus severo e manhosamente difícil de agradar. Esse deus, que é um ídolo, sempre está à procura do desempenho de seus servos e não existe nada mais diabólico que isso. O problema é que no meio cristão, este tipo de espiritualidade ganha sempre destaque.

A suposta falta de avivamento é julgada, por alguns, como o relaxamento dos cristãos em relação à vida religiosa. A falta de corações fervorosos é sempre atribuída a: falta de oração; falta de jejum; falta de mais cultos semanais; de mais congressos; de mais trabalhos nas, já tão cheias, agendas igrejistas; pra muita gente, o esfriamento se deve a tudo isso, porque, na mente destes, Deus é um “senhor” que sempre sofre de síndromes de onipotência, e que precisa, constantemente, de auto-afirmação do ser - talvez seja por isso que os cultos e os hinos de hoje parecerem sessões de mantra e hipnose.

O Evangelho é o bem executado a todo ser humano em qualquer época. Não existe mensagem mais atualizada que o Evangelho de Jesus, o problema é quando confundimos espiritualidade com religiosidade. Enquanto a igreja continuar a sacralizar suas antigas práticas religiosas, como sendo verdades de Jesus, ela – instituição - nunca fará bem a esta geração.

Lidamos atualmente com tempos trabalhosos, onde se faz necessário entendermos as variáveis deste tempo, e, como escreveu Ed René Kivitz, “atualizarmos o julgo de Jesus” de forma que o bem do Evangelho alcance esta geração.

Um exemplo da nossa falta de contextualização é o da prática devocional cristã.

Isso mesmo! Aquela que muita gente é orientada a fazer em sua casa.

Para muitos pastores, a vida devocional válida, aquela que é aceita por Deus, tem hora e local pré-determinados. O problema é que não nos damos conta que hoje, por exemplo, um jovem sai às seis horas da manhã de sua casa e somente retorna às onze e meia da noite, sendo assim, como orientar e ensinar espiritualidade a este jovem seguindo estes moldes? Será que ele será menos espiritual se ele não tiver esse devocional? Será que ele terá que compensar sua deficiência semanal enchendo sua agenda com horários e programações de igreja nos seus fins de semana?

É claro que isso não justifica o comodismo que muita gente tem. Parafraseando Paulo, “muita gente quer usar da liberdade para dar ocasião à carne”, pois faz muito bem, a todo ser humano, entrar em seu quarto e orar em secreto ao Pai celestial. A questão é que com isso querem, os religiosos, sacralizar e enrijecer o método, a fim de julgar e dizer quem é e quem não é. Isso não é espiritualidade e nem Evangelho.

O desafio da mensagem cristã hoje é ensinar a pessoa a viver e a ministrar a vida, seus atos e pensamentos como oração, ou seja, tudo o que eu fizer que seja a Deus oração, e, ao chegar em casa, meia-noite, dobrar os joelhos e agradecer a Deus pelo dia, ainda que sejam apenas em 5 minutos, com uma mente tranqüila e agradecida, tendo a fé que meu dia foi bom e que extrai o melhor da vida, e dizer que isso é oração e, também, vida espiritual significativa diante Dele, isso é que é Evangelho. Porém isso é mais difícil, pois exige consciência do cristão. E outra, ensinando e fazendo as pessoas a viverem assim, quebra-se o vício da autoridade eclesiástica que as igrejas evangélicas querem ter sobre a mente do povo.

Portanto, é mais fácil continuar a pregar, como muitas igrejas pregam - igrejas que ainda vivem na época de internet discada, que em 5 minutos ainda não se estabelece "conexão" em nenhum lugar do mundo -, ou seja, deve se ter uma introdução, um rito preparatório, dizer umas palavrinhas chaves, esperar uns minutos, e, quando a pessoa sentir que se estabeleceu conexão (sentir uns arrepios), neste momento a pessoa que agora está “conectada com Deus”, pode orar, e todo este trabalho de comunicação deve levar horas. Isso, pra muitos, é oração e vida espiritual (essa é a idéia de devocional); assim é mais fácil.

Que Deus nos auxilie a sair da internet discada e vir para a banda larga, porque algumas questões não param de ressoar:

Até quando a igreja continuará inerte nestes tempos trabalhosos? Até quando a igreja vai continuar neste estado de cegueira? Até quando a igreja continuará ensinando coisas que são totalmente próprias para as épocas passadas? Até quando a igreja continuará acreditando que o que ela ensina é realmente o bem do Evangelho para todo aquele que Nele crê?

Pense nisto!

Victor

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