Viajando para a bolívia

Postado por Patrick Moreira 1 comentários
Primeiramente, me desculpem pelo sumiço. Realmente fiquei muito tempo sem postar nada no blog, além de não ter respondido os comentários que recebi durante esse tempo.

Mas, deixando isso de lado, na verdade hoje estou escrevendo é para contar uma novidade: amanhã vou viajar para a Bolívia! Tudo bem que estou falando disso justamente na véspera, mas essa é uma viagem que tem sido planejada há algum tempo. Ela faz parte de um projeto chamado Projeto Mercosul, que é um projeto missionário que, a longo prazo, buscará atingir toda a américa latina.

A primeira grande etapa foi uma viagem para o Paraguai no final de 2008 que eu infelizmente não pude ir porque foi justamente na época que eu estava tentando entrar na universidade (valeu a pena o sacrifício!). A segunda foi a vinda a Uberlândia-MG dos paraguaios que recebeu os brasileiros lá no Paraguai. Agora, a terceira grande etapa é justamente a viagem para a Bolívia, na cidade (metrópole) de Santa Cruz del Leste.

Apesar de todos os contratempos que apareceram para desanimar, estou com boas expectativas com relação à viagem: acho que ela até vai me render alguns posts (risos)!!! Mas, falando sério, tenho fé de que essa viagem vai ser um instrumento de Deus para mudar e restaurar as vidas tanto dos brasileiros e dos chilenos que estão indo, quanto dos bolivianos que vão nos receber. Além disso, em momento nenhum queremos ter lá momentos "religiosos", mas, sim, momentos de amizade, relacionamentos e da manifestação e ação de Deus em nós e por meio de nós.

Espero voltar a falar da viagem o mais breve possível, mas, desde já, conto com a oração de todos que lerem esse texto para que dê tudo certo segundo a vontade de Deus. Além disso, quem quiser acompanhar, vou deixar os links de alguns dos blogs do Projeto Mercosul:


Patrick Moreira
John Piper fala de uma verdade que infelizmente tenho aprendido do jeito mais difícil... Não pense no que ele vai falar como um fanatismo ou um exagero e nem que a palavra de Deus não pode ser usada de forma criativa e moderna. Porém, pense a respeito das verdadeiras intenções por trás desses métodos: será que muitos pregadores não estão tentando CRIAR a presença de Deus? E será que NÓS, como blogueiros, líderes de células, ministros de louvor e conselheiros também não estamos fazendo isso? Músicas de excelente qualidade não mudam corações, pregações bem preparadas com elementos multimídia não convencem mais que o Espírito Santo e palavras rebuscadas jamais dirão mais que o simples amor de Deus...



(se necessário, ative as legendas, no canto direito inferior)

Quem nunca assistiu Aladin e pensou o quanto seria ótimo se um gênio da lâmpada mágica desse a você três desejos para serem realizados? Como são só três, tenho certeza de que você pensaria muito bem a respeito de cada um. De qualquer maneira, imagino que o primeiro pedido de muitos seria muito dinheiro. O segundo seria mais difícil de escolher, mas é bem provável que fosse algo bem pessoal. Depois disso só restaria um pedido! As dúvidas sobre o que escolher seriam enormes! Mas e se você pudesse fazer infinitos desejos?

Se isso fosse possível, seria bom que você combinasse um código com o gênio para que ele não confundisse os seus pensamentos com os seus desejos, já que nem sempre pensamos em coisas sábias. Muitos iriam ler alguns escritos antigos para invocar o gênio. Outros iriam fechar os olhos e falar palavras bonitas para direcionar os desejos para ele. Alguns até usariam amuletos para serem segurados no momento dos pedidos. E independente da maneira que isso fosse feito, o importante é que sempre poderíamos pedir mais. Mas será que você já não tem esse gênio?

Qual é a sua visão sobre Deus? Será que, muitas vezes, você não tem imaginado ele como a figura de um gênio da lâmpada mágica, mas com o direito de fazer infinitos pedidos? Você é um servo de Deus ou é ele que tem sido o seu servo, ouvindo todos os seus desejos e caprichos? E qual é o código que você inventou para fazer os pedidos? A questão é que, infelizmente, muitas pessoas ainda não amadureceram para entender que o gênio azul do Aladim não existe. Não existe ninguém que vai atender os seus egoísmos.

O Verdadeiro Deus ama os humanos e, por isso, não atende todos os seus desejos. Ele sabe que nem sempre pedimos o que é bom: sempre queremos prejudicar alguém e não sabemos o que realmente queremos. Não sabemos escolher nem roupas! Quantas roupas você já comprou e só vestiu na hora de experimentar? E, mais, do que isso, Deus quer que tenhamos um relacionamento com ele, e não simplesmente que o problema seja resolvido. Deus prefere nos ver sem o que queremos, mas perto dele do que com o que queremos, mas longe dele.

Porém, não pense que ele não se preocupa com o que você quer ou precisa. “O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de tudo isso. Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas. Por isso, não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações. Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades” (Mateus 6.32-34).

Portanto, não pense que Deus é indiferente a sua situação. A questão é que ele se preocupa mais com você do que com a situação em si. E ele quer tê-lo como filho, mas não um filho mandão que pensa que o pai deve atender todos os caprichos dele. Muito menos ele quer ser visto como um gênio azul que tem alguns poderes e vive em função de realizar desejos: ele não é assim. Mas se você quiser realmente fazer três pedidos para Deus, sugiro que você peça simplesmente o Caminho, a Verdade e a Vida, porque esses desejos nenhum gênio pode atender.

Patrick Moreira


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Postado por Patrick Moreira 3 comentários
Excelente música do grande Johnny Cash. Dispensa comentários...

O que realmente importa

Postado por Patrick Moreira 4 comentários

Já tentei ser poeta, cantor, intelectual, evangélico, moralista, espiritual, liberal, guitarrista, roqueiro, engenheiro, humanista e mais um monte de coisa que ninguém está interessado em saber. Contudo, ultimamente, eu confesso que tenho tentado ser apenas uma coisa: eu. Simplesmente cansei de carregar fardos que não são meus.


Isso tudo pode parecer egoísmo ou indiferença, mas o que eu não quero é defender ideais. Eles que se defendam! Se eu for me preocupar com algo, que seja com as pessoas. Mas quando eu realmente não estiver preocupado com elas, também não vou fingir que estou. Da mesma forma, não quero mais ter pena de ninguém. Nenhuma pessoa é melhor do que a outra a ponto de poder olhar para alguém com esse sentimento medíocre que, geralmente, só gera comoção e, nunca, uma ação.


Nós já ouvimos e falamos muito. Escrevemos livros e defendemos teses diante de multidões. Entretanto, se isso tudo é tão importante e suficiente, por que os debates nunca acabam e os livros são escritos aos montes, cada um prometendo uma nova revolução? Ou existe o problema ou existe a solução. O que não ajuda simplesmente atrapalha.


Por outro lado, muitas descobertas já foram feitas, muitas máquinas construídas e muitas equações resolvidas. Mas de que adinta isso tudo se o fruto do nosso trabalho parece ter vida própria, de forma que não conseguimos nem nos reconhecer nele? E o pior: estamos fadados de uma maneira tão horrível a transformar o ambiente ao nosso redor que as nossas qualidades não existem mais: elas foram sugadas pelas máquinas e pelos prédios. Ou seja, se eles são bons, talvez seremos chamados de bons; caso contrário, nos resta o fracasso.


“Pessoas nascem, pessoas morrem, mas o mundo continua sempre o memso. O sol continua a nascer, e a se pôr, e volta ao seu lugar para começar tudo outra vez. O vento sopra para o sul, depois para o norte, dá voltas e mais volts e acaba no mesmo lugar. Todos os rios correm para o mar, porém o mar nunca fica cheio. A água volta para onde nascem os rios e tudo começa outra vez. Todas as coisas levam a gente ao cansaço – um cansaço tão grande, que nem dá para contar. Os olhos não se cansam de ver, nem os nossos ouvidos de ouvir. O que aconteceu antes vai acontecer outra vez. O que foi feito antes será feito novamente. Não há nada de novo neste mundo. Será que existe alguma coisa de que a gente possa dizer: ‘Veja! Isto nunca aconteceu no mundo’? Não! Tudo já aconteceu antes, bem antes de nós nascermos. Ninguém lembra do que aconteceu no passado; quem vier depois das coisas que vão acontecer no futuro também não vai lembrar delas.”*


Diante disso, o que realmente importa? Há quem diga que um certo deus escolheu um servo de quem ele gosta muito e colocou nele o seu próprio espírito. Ele faria a separação entre o que é importante e o que não é. Mas ele não discutirá, não gritará e nem fará discursos nas ruas. Ele veio para fazer a diferença e não para esmagar o galho que já está quebrado ou apagar a luz que já está fraca. E assim ele vai agir até que a justiça seja feita. E todos os povos colocarão nele a sua esperança e certamente saberão o que realmente importa.**


* Eclesiastes 1.4-11

** Mateus 12.18-21


Patrick Moreira


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Compreendendo o jejum

Postado por Patrick Moreira 1 comentários
Ótimo texto que li há vários meses no Lagoinha.com. Escrito por Luciano Subirá.

O jejum é a abstinência total ou parcial de alimentos por um período definido e propósito específico. Tem sido praticado pela humanidade em praticamente todas as épocas, nações, culturas e religiões. Pode ser com finalidade espiritual ou até mesmo medicinal, visto que o jejum traz tremendos benefícios físicos com a desintoxicação que produz no corpo. Mas nosso enfoque é o jejum bíblico.

Muitos cristãos hoje desconhecem o que a Bíblia diz acerca do jejum. Ou receberam um ensino distorcido ou não receberam ensinamento algum sobre este assunto. Creio que a Igreja atual vive dividida entre dois extremos: aqueles que não dão valor algum ao jejum e aqueles que se excedem em suas ênfases sobre ele. Penso que Deus queira despertar-nos para a compreensão e prática deste princípio que, sem dúvida, é uma arma poderosa para o cristão.

Não há regras fixas na Bíblia sobre quando jejuar ou qual tipo de jejum praticar, isto é algo pessoal. Mas a prática do jejum, além de ser recomendação bíblica, traz consigo alguns princípios que devem ser entendidos e seguidos.

A Bíblia ordena o jejum?

Não. No Velho Testamento, na lei de Moisés, os judeus tinham um único dia de jejum instituído: o do Dia da Expiação (Lv. 23.27), que também ficou conhecido como "o dia do jejum" (Jr. 36.6) e ao qual Paulo se referiu como "o jejum" (At. 27.9). Mas em todo o Velho e Novo Testamento não há uma única ordem acerca de jejuarmos. Contudo, apesar de não haver um imperativo acerca desta prática, a Bíblia esta cheia de menções ao jejum. Fala não apenas de pessoas que jejuaram e da forma como o fizeram, mas infere que nós também jejuaríamos e nos instrui na forma correta de fazê-lo.

Muitos ensinadores falharam de maneira grave ao dizer que, por não haver nenhuma ordem específica para o jejum, então não devemos jejuar. Mas quando consideramos o ensino de Jesus sobre o jejum, não há como negar que o Mestre esperava que jejuássemos: “Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuardes, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mt. 6.16-18.)

Embora Jesus não esteja mandando jejuar, suas palavras revelam que ele esperava de nós esta prática. Ele nos instruiu até na motivação correta que se deve ter ao jejuar. E quando disse que o Pai recompensaria a atitude correta do jejum, nos mostrou que tal prática produz resultados!

Algumas pessoas dizem que se as epístolas não dizem nada sobre jejuar é porque não é importante, e desprezam o ensino de Jesus sobre o jejum. Isto é errado! Jesus não veio ensinar os judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele veio instituir a Nova Aliança, e todos os seus ensinos apontavam para as práticas dos cidadãos do reino de Deus. Quando estava para ser assunto ao céu, deu ordem aos seus apóstolos que ensinassem as pessoas a guardar TUDO o que Ele tinha ordenado (Mt. 28.20), inclusive o modo correto de jejuar!

O próprio Jesus praticou o jejum, e lemos em Atos que os líderes da Igreja também o faziam. Registros históricos dos pais da Igreja também revelam que o jejum continuou sendo observado como prática dos crentes muito tempo depois dos apóstolos. O jejum, portanto, deve ser parte de nossas vidas e praticado de forma equilibrada, dentro do ensino bíblico.

Embora o próprio Senhor Jesus tenha jejuado por quarenta dias e quarenta noites no deserto, e muitas vezes ficava sem comer (quer por falta de tempo ministrando ao povo – Mc. 6.31; quer por passar as noites só orando sem comer – Mc. 6.46), devemos reconhecer que Ele e seus discípulos não observavam o jejum dos judeus de seus dias (exceto o do dia da Expiação). Era costume dos fariseus jejuar dois dias por semana (Lc. 18.12), mas Jesus e seus discípulos não o faziam. Aliás, chegaram a questionar Jesus acerca disto: “Disseram-lhe eles: Os discípulos de João e bem assim os fariseus freqüentemente jejuam e fazem orações; os teus, entretanto, comem e bebem. Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão.” (Lc. 5.33-35).

O Mestre mostrou não ser contra o jejum, e disse que depois que Ele fosse “tirado” do convívio direto com os discípulos (voltando ao céu) eles haveriam de jejuar. Jesus não se referiu ao jejum somente para os dias entre sua morte e ressurreição/reaparição aos discípulos (ao mencionar os dias que eles estariam sem o Noivo), e sim aos dias a partir de sua morte. Contudo, Jesus deixou bem claro que a prática do jejum nos moldes do que havia em seus dias não era o que Deus esperava. A motivação estava errada, as pessoas jejuavam para provar sua religiosidade e espiritualidade, e Jesus ensinou a fazê-lo em secreto, sem alarde.

Sabe, o jejum pode ser uma prática vazia se não for feito de maneira correta. Isto aconteceu nos dias do Velho Testamento, quando o povo começou a indagar: “Por que jejuamos nós, e não atentas para isto? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta?” (Is. 58.3a.)

E a resposta de Deus foi exatamente a de que estavam jejuando de maneira errada: “Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e para rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto.” (Is. 58:3b,4.)

Por outro lado, o versículo está inferindo que se observado de forma correta, Deus atentaria para isto e a voz deles seria ouvida.

O propósito do jejum

Gosto de uma afirmação de Kenneth Hagin acerca do jejum: “O jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Mas, jejuar mudará você. Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus”. O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para conosco, ele está ligado diretamente a nós, à nossa necessidade de romper com as barreiras e limitações da carne. O jejum deixará nosso espírito atento, pois mortifica a carne e aflige nossa alma.

Jesus deixou-nos um ensino precioso acerca disto quando falava sobre o jejum: “Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.” (Mc. 2.22.)

O odre era um recipiente feito com pele de animais, que era devidamente preparada, mas, com o passar do tempo envelhecia e ressecava. O vinho era o suco extraído da uva que fermentava naturalmente dentro do odre. Portanto, quando se fazia o vinho novo, era sábio colocá-lo num recipiente de pele (o odre) que não arrebentasse na hora em que o vinho começasse a fermentar, e o melhor recipiente era o odre novo. Com essa ilustração Jesus estava ensinado-nos que o vinho novo que Ele traria (o Espírito Santo) deveria ser colocado em odres novos, e o odre (ou recipiente do vinho) é nosso corpo. A Bíblia está dizendo com isto que o jejum tem o poder de “renovar” nosso corpo. A Escritura ensina que a carne milita contra o espírito, e a melhor maneira de receber o vinho, o Espírito, é dentro de um processo de mortificação da carne.

Creio que o propósito primário do jejum é mortificar a carne, o que nos fará mais suscetíveis ao Espírito Santo. Há outros benefícios que decorrerão disto, mas esta é a essência do jejum.

Alguns acham que o jejum é uma “varinha de condão” que resolve as coisas por si mesmo, mas não podemos ter o enfoque errado. Quando jejuamos, não devemos crer NO JEJUM, e sim em Deus. A resposta às orações flui melhor quando jejuamos porque através desta prática estamos liberando nosso espírito na disputada batalha contra a carne, e por isso algumas coisas acontecem.

Por exemplo, a fé é do espírito e não da carne; portanto, ao jejuar estamos removendo o entulho da carne e liberando nossa fé para se expressar. Quando Jesus disse aos discípulos que não puderam expulsar um demônio por falta de jejum (Mt. 17.21), ele não limitou o problema somente a isto, mas falou sobre a falta de fé (Mt. 17.19,20) como um fator decisivo no fracasso daquela tentativa de libertação. O jejum ajuda a liberar a fé! O que nos dá vitória sobre o inimigo é o que Cristo fez na cruz e a autoridade de seu nome. O jejum em si não me faz vencer, mas libera a fé para o combate e nos fortalece, fazendo-nos mais conscientes da autoridade que nos foi delegada.

Mas apesar do propósito central do jejum ser a mortificação da carne, vemos vários exemplos bíblicos de outros motivos para tal prática:

a) No Velho Testamento encontramos diferentes propósitos para o jejum:

Consagração – O voto do nazireado envolvia a abstinência/jejum de determinados tipos de alimentos (Nm. 6.3,4).
Arrependimento de pecados – Samuel e o povo jejuando em Mispa, como sinal de arrependimento de seus pecados (1Sm. 7.6, Ne. 9.11).
Luto – Davi jejua em expressão de dor pela morte de Saul e Jônatas, e depois pela morte de Abner. (2Sm. 1.12 e 3.35).
Aflições – Davi jejua em favor da criança que nascera de Bate-Seba, que estava doente, à morte (2Sm. 12.16-23); Josafá apregoou um jejum em todo Judá quando estava sob o risco de ser vencido pelos moabitas e amonitas (2Cr. 20.3).
Buscando proteção – Esdras proclamou jejum junto ao rio Ava, pedindo a proteção e bênção de Deus sobre sua viagem (Ed. 8.21-23); Ester pede que seu povo jejue por ela, para proteção no seu encontro com o rei (Et. 4.16).
Em situações de enfermidade – Davi jejuava e orava por outros que estavam enfermos (Sl. 35.13).
Intercessão – Daniel orando por Jerusalém e seu povo (Dn. 9.3, 10.2,3)

b) Nos Evangelhos

Preparação para a batalha espiritual – Jesus mencionou que determinadas castas só sairão por meio de oração e jejum, que trazem um maior revestimento de autoridade (Mt. 17.21).
Estar com o Senhor – Ana não saía do templo, orando e jejuando freqüentemente (Lc. 2.37).
Preparar-se para o ministério – Jesus só começou seu ministério depois de ter sido cheio do Espírito Santo e se preparado em jejum (prolongado) no deserto (Lc. 4.1,2).

c) Em Atos dos Apóstolos vemos a Igreja praticando o jejum em diversas situações, tais como:

Ministrar ao Senhor – Os líderes da igreja em Antioquia jejuando apenas para adorar ao Senhor (At.13:2).
Enviar ministérios – Na hora de impor as mãos e enviar ministérios comissionados (At. 13.3).
Estabelecer presbíteros – Além de impor as mãos com jejum sobre os enviados, o faziam também sobre os que recebiam autoridade de governo na igreja local, o que revela que o jejum era um princípio praticado nas ordenações de ministros (At. 14.23).
d) Nas Epístolas só encontramos menções de Paulo ter jejuado (2Co. 6.3-5; 11.23-27).

Diferentes formas de jejum

Há diferentes formas de jejuar. As que encontramos na Bíblia são:

a) Jejum PARCIAL. Normalmente o jejum parcial é praticado em períodos maiores ou quando a pessoa não tem condições de se abster totalmente do alimento (por causa do trabalho, por exemplo). Lemos sobre esta forma de jejum no livro de Daniel: “Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram em minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que se passaram as três semanas.” (Dn. 10.2,3.)

O profeta Daniel diz exatamente o que ficou sem ingerir: carne, vinho e manjar desejável. Provavelmente se restringiu a uma dieta de frutas e legumes, não sabemos ao certo. O fato é que se absteve de alimentos, porém não totalmente. E embora tenha escolhido o que aparentemente seja a forma menos rigorosa de jejuar, dedicou-se a ela por três semanas. Em outras situações Daniel parece ter feito um jejum normal (Dn. 9.3), o que mostra que praticava mais de uma forma de jejum. Ao fim deste período, um anjo do Senhor veio a ele e lhe trouxe uma revelação tremenda. Declarou-lhe que desde o primeiro dia de oração o profeta já fora ouvido (v.12), mas que uma batalha estava sendo travada no reino espiritual (v.13) o que ocorreria ainda no regresso daquele anjo (v.20). Aqui aprendemos também sobre o poder que o jejum tem nos momentos de guerra espiritual.

b) Jejum NORMAL. É a abstinência de alimentos, mas com ingestão de água. Foi a forma que nosso Senhor adotou ao jejuar no deserto. Cresci ouvindo sobre a necessidade de se jejuar bebendo água; meu pai dizia que no relato do Evangelho não há menção de Cristo ter ficado sem beber ou ter tido sede (e ele estava num deserto!): “Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome.” (Mt. 4.2.)

Denominamos esta forma de jejum como normal, pois entendemos ser esta a prática mais propícia nos jejuns regulares (como o de um dia).

c) Jejum TOTAL. É abstinência de tudo, inclusive de água. Na Bíblia encontramos poucas menções de ter alguém jejuado sem água, e isto dentro de um limite: no máximo três dias. A água não é alimento, e nosso corpo depende dela a fim de que os rins funcionem normalmente e que as toxinas não se acumulem no organismo. Há dois exemplos bíblicos deste tipo de jejum, um no Velho outro no Novo Testamento: Ester, num momento de crise em que os judeus (como povo) estavam condenados à morte por um decreto do rei, pede a seu tio Mardoqueu que jejuem por ela: “Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci.” (Et. 4.16). Paulo, na sua conversão também usou esta forma de jejum, devido ao impacto da revelação que recebera: “Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu.” (At. 9.9.)

Não há qualquer outra menção de um jejum total maior do que estes (a não ser o de Moisés e Elias numa condição diferente que explicaremos adiante). A medicina adverte contra um período de mais de três dias sem água, como sendo nocivo. Devemos cuidar do corpo ao jejuar e não agredi-lo; lembre-se de que estará lutando contra sua carne (natureza e impulsos) e não contra o seu corpo.

A duração do jejum

Quanto tempo deve durar um jejum? A Bíblia não determina regras deste gênero, portanto cada um é livre para escolher quando, como e quanto jejua. Vemos vários exemplos de jejuns de duração diferente nas Escrituras:

1 dia – O jejum do Dia da Expiação.
3 dias – O jejum de Ester (Et. 4.16) e o de Paulo (At. 9.9).
7 dias – Jejum por luto pela morte de Saul (1Sm. 31.13).
14 dias – Jejum involuntário de Paulo e os que com ele estavam no navio (At. 27.33).
21 dias – O jejum de Daniel em favor de Jerusalém (Dn. 10.3).
40 dias – O jejum do Senhor Jesus no deserto (Lc. 4.1,2).

Obs.: A Bíblia fala de Moisés (Ex. 34.28) e Elias (2Re. 19.8) jejuando períodos de quarenta dias. Porém vale ressaltar que estavam em condições especiais, sob o sobrenatural de Deus. Moisés nem sequer bebeu água nestes 40 dias, o que humanamente é impossível. Mas ele foi envolvido pela glória divina. O mesmo se deu com Elias, que caminhou 40 dias na força do alimento que o anjo lhe trouxe. Isto é um jejum diferente que começou com um belo “depósito”, uma comida celestial. Jesus, porém, fez um jejum normal com esta duração.

Muitas pessoas erram ao fazer votos ligados à duração do jejum... Não aconselho ninguém fazer um voto de quanto tempo vai jejuar, pois isso te deixará “preso” no caso de algo fugir ao seu controle. Siga o conselho bíblico: “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras.” (Ec. 5.4,5.)

É importante que haja uma intenção e um alvo quanto à duração do jejum no coração, mas não transforme isto em voto. Já intentei jejuns prolongados e no meio do caminho fui forçado a interromper. Mas também já comecei jejuns sem a intenção de prolongá-lo e, no entanto, isto acabou acontecendo mesmo sem ter feito os planos para isto.

O jejum prolonga

Há algo especial num jejum prolongado, mas deve ser feito sob a direção de Deus (as Escrituras mostram que Jesus foi guiado pelo Espírito ao seu jejum no deserto – Lc. 4.1). Conheço irmãos que tem jejuado por trinta e até quarenta dias, embora eu, pessoalmente, não tenha feito um jejum tão longo. Cada um deles confirma ter recebido de Deus uma direção para tal.

Vale ressaltar também que certos cuidados devem ser tomados. Não podemos brincar com o nosso corpo. Uma dieta para desintoxicação do organismo antes do jejum é recomendada, e também na quebra do jejum prolongado (mais de 3 dias). Procure orientação e acompanhamento médico se o Senhor lhe dirigir a um jejum deste gênero. Há muita instrução na forma de literatura que também pode ser adquirida.

Podemos falar que estamos jejuando?

Algumas pessoas são extremistas quanto à discrição do jejum, enquanto outras, à semelhança dos fariseus, tocam trombeta diante de si. Em Mateus 6.16-18, Jesus condena o exibicionismo dos fariseus querendo parecer contristados aos homens para atestar sua espiritualidade. Ele não proibiu de se comentar sobre o jejum, senão a própria Bíblia estaria violando isto ao contar o jejum que Jesus fez... Como souberam que Cristo (que estava sozinho no deserto) fez um jejum de quarenta dias? Certamente porque Ele contou! Não saiu alardeando perante todo mundo, mas discretamente repartiu sua experiência com os seus discípulos.

Eu, particularmente, comecei a jejuar estimulado pelo relato das experiências de outros irmãos. Depois é que comecei (aos poucos) a entender o ensino bíblico sobre o jejum. E louvo a Deus pelas pessoas que me estimularam! Sabe, precisamos tomar cuidado com determinadas pessoas que não tem o que acrescentar à nossa edificação e somente atacam e criticam. Lembro-me do primeiro jejum que fiz na minha adolescência: cortei só o almoço, mas tomei um refrigerante para não “sofrer” muito; fiz isto para orar por um amigo que queria ver batizado no Espírito Santo. Aquele rapaz já havia recebido tanta oração, mas nada havia acontecido ainda. Portanto, jejuei e orei em seu favor. Hoje sei que não foi grande coisa, porém, na época, foi o meu melhor. Pois bem, alguém ficou sabendo e me ridicularizou, disse que jejum de verdade era ficar o dia todo sem comer nada e bebendo no máximo um pouco de água; esta pessoa disse que eu estava perdendo meu tempo e que só fizera um “regimezinho”, pois o verdadeiro jejum não admitia nem bala açucarada na boca, quanto mais um refrigerante!... mas naquele dia meu amigo foi cheio do Espírito Santo e preferi acreditar que o jejum funcionava.

Depois ouvi outros irmãos comentarem sobre jejuar mais de um dia e “fui atrás”, e assim, aos poucos, fui aprendendo (a jejuar e sobre o jejum) aquilo que não aprendi na igreja ou na literatura cristã. Penso que de forma sábia e cuidadosa podemos estimular outros à prática do jejum, basta partilharmos nossas experiências e incentivá-los.

Concluindo

Haverá períodos em que o Espírito Santo vai nos atrair mais para o jejum, e épocas em que quase não sentiremos a necessidade de fazê-lo. Já passei anos sem receber nenhum impulso especial para jejuns de mais de três dias e, mesmos estes, foram poucos. E houve épocas em que, seguidamente sentia a necessidade de fazê-lo. Porém, penso que o jejum normal de um dia de duração é algo que os cristãos deveriam praticar mais, mesmo sem sentir nenhuma “urgência” espiritual para isto.

Quando meu filho Israel estava para nascer, o Senhor trouxe um profundo peso de oração e intercessão ao meu coração. Sabia que devia jejuar; era uma “urgência” dentro de mim. Não ouvi uma voz sobrenatural, não tive nenhuma visão ou sonho a respeito, simplesmente sabia que tinha de jejuar até romper algo, e o fiz por seis dias. Ao final soube que havia alcançado uma vitória. Na ocasião do parto, minha esposa teve uma complicação e quase perdemos nosso primeiro filho; contudo, a batalha já havia sido ganha e o poder de Deus prevaleceu. Devemos ser sensíveis e seguir os impulsos do Espírito de Deus nesta área. Isto vale não só para começar a jejuar, mas até para quebrar o jejum. Já fiz jejuns que queria prolongar mais e senti que não deveria fazê-lo, pois a motivação já não era mais a mesma...

Encerro desafiando-o a praticar mais o jejum, e certamente você descobrirá que o poder desta arma que o Senhor nos deu é difícil de se medir com palavras. A experiência fortalecerá aquilo que temos dito. Que o Senhor seja contigo e te guie nesta prática!

Luciano Subirá



Pastor da Comunidade Evangélica Alcance, em Irati/PR. É também o responsável pela Maná Edições,
entidade sem fins lucrativos que visa promover o ministério de ensino ao Corpo de Cristo. Casado
com Kelly, tem dois filhos: Israel e Lissa
luciano.subira@manaedicoes.com.br

Levantar ou cair

Postado por Patrick Moreira 1 comentários

Escrito por Jota Mossadihj no Solomon1

Durante um tempo eu participei de muitas coisas que pareciam ser as corretas, eu fui motivado por muitas coisas boas e muitas coisas ruins, as boas foram todas baseadas por ser mais que um simples ouvinte e realmente dar mais de mim para aquele que deu sua vida por mim.

Tinha dias que eu queria fazer tudo para Deus, tinha manhãs que eu desejava mais que tudo falar horas sobre como Deus tinha me tirado das trevas e me colocado na luz. Eu tinha prazer em ir para a igreja para aprender, tinha uma sede enorme para cantar, durante a semana eu ficava fascinado em escrever tudo o que eu tinha aprendido para mais pessoas aprenderem o que eu aprendi. Fui inspirado a criar, compartilhar experiências que eu tinha aprendido de grandes pessoas para mostrar como era esse Jesus livre de dogmas físico e leis de homens para libertas pessoas que assim como eu no passado eram doentes dentro de suas próprias igrejas.

Durante meses eu fiz isso, quando aconteceu algo esperado, começaram aparecer criticas, mentiras, pessoas que em vez de ajudar atrapalhavam, e o cansaço foi batendo, o desanimo foi chegando e a vontade de não levantar da cama foi ficando cada vez freqüente. Eu realmente não queria fazer mais nada, pelo simples fato de estar cansado, mas cansado de que? se não tinha nada para me cansar?

Eu fico pensando na historia que todos conhecem sobre Martinho Lutero, mas poucos sabem que ele tinha um amigo íntimo. A historia que quase ninguém conhece e que ao ver Lutero quase se matando trampando esse amigo chegou pra ele e disse: “Posso ajudar mais onde estou; vou ficar aqui orando enquanto você batalha loucamente na luta.” Esse seu amigo orou os dias seguinte, mas começou a sentir um pouquinho de culpa. Uma noite ele sonhou com Jesus, que mostrou suas mãos e seus pés. Mostrou também um jardim cobertas de ovelhas, várias, e apenas um homem ali. Martinho Lutero, o único homem no sonho se matava para apascentar aquelas milhares de ovelhas. Jesus chegou para o amigão e falava que naquele campo os trigos estavam para cair e o único cara disposto naquele campo que estava a cuidar das ovelhas estava exausto contudo persistia em sua tarefa. Nessa altura o amigão reconheceu e quando acordou iria tomar uma atitude que mudaria a vida dele. Levantou e pensou não posso apenas ficar aqui sentado, as ovelhas devem ser pastoreadas, e os campos tem que serem ceifados. Foi assim que o amigo de Lutero saiu para a batalha com ele.

Quando Paulo escreveu que somos soldados lutando o bom combate e exatamente isso, estamos numa guerra “invisível” e é lógico pensar que você vai sofrer nesse combate, se antes de você entrar nessa guerra você não tinha problema nenhum é mais do que normal agora você ter.

A historia já foi contada através dos filmes, mas essa historia me fascina porque mostra claramente como estamos lutando. Quando os 300 espartanos sob o comando de seu rei Leónidas enfrentaram centenas de milhares liderados por Xerxes, eles sabiam que iriam morrer para tentar refrear o domínio dos Persas sobre a Grécia, outro fato que me interessa é que eles prefeririam morrer como homens livres, do que se tornar escravos dos persas.

Vai ter dias que você vai achar que apenas 300, 100, 50 ou apenas você não dará conta de nada, porque a guerra está vencida, mas você deve saber e viver que você é bem-aventurado quando mentem a respeito de você, bem-aventurado quando você sofre perseguição, bem-aventurado quando muitos falam todo o mal contra você, por causa Dele.

Será que vale a pena ser um derrotado que lutou e que agora deixou vários fatores entrar na minha vida? deixando cada vez eu mais infeliz e amargurado? ou vale a pena mesmo sabendo que eu vou sofrer e posso morrer para mim mesmo, lutando nessa guerra onde o resultado eu só vou ver apenas lá em cima. Derrotado? Amargurado? Mimimi? ou seguir em frente com sede de fazer?


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Um ano de a.C. Revolution!!!

Postado por Patrick Moreira 1 comentários

Hoje faz exatamente um ano que o primeiro post foi colocado no a.C. Revolution. Se isso é motivo de orgulho, eu ainda não sei, mas tenho que admitir que algumas coisas interessantes aconteceram nesse período.


Para começar, eu confesso que nunca pensei que teria um blog por dois motivos simples: há algum tempo, blog era coisa de gente viciada em internet e, por não entender nada do assunto, eu achava que criar um blog era algo muito difícil. Porém, contrariando o que eu pensava, acabei criando o a.C. Revolution. Esse “acidente” foi fruto de, basicamente, três fatores:


- primeiro, o blog do meu amigo Vítor (Amando ao Próximo) me inspirou e derrubou a idéia de que blog era para os desocupados viciados em computador;

- segundo, eu estava extremamente à toa nas minhas férias de julho;

- terceiro, eu sempre tive uma certa vontade de escrever um livro, uma revista ou algo parecido.


A partir disso, vários posts foram escritos (ou copiados!) até chegar neste 151º post. Alguns deles são apenas textos ou músicas que me divertiram ou me surpreenderam, mas outros têm muito mais escrito nas entrelinhas do que nas próprias linhas. Nesse período eu comecei como um cristão igrejeiro, passei por um admirador da teologia, filosofia, sociologia e psicologia e cheguei ao final como alguém que viu que a sabedoria (inclusive sobre Deus) não é tão bela quanto parece.


Quanto à blogosfera cristã, eu comecei como mais um fascinado por esse “mundo”, mas confesso que também me decepcionei. Não me considero melhor do que ninguém para julgar, mas o sentimento que tenho é que a blogosfera cristã não cresce, ela incha. Ou seja, na verdade, ela parece grande, forte e cheia de coisas boas, mas o que tem dentro dela é apenas ar (leia “O que queremos ouvir?”). Me perdoe se ofendi alguém com isso, mas é apenas uma impressão que tenho e é claro que existem várias exceções.


Agora, deixando isso de lado, é claro que tenho muitas coisas para falar sobre o blog! Resumidamente, ele me ajudou a conhecer algumas pessoas e me deu várias oportunidades, além de ter me estimulado a pensar e agir de maneiras diferentes, além das várias leituras que me senti obrigado a fazer como um blogueiro. Não sei se isso tudo me fez melhorar, mas sei que me fez ficar diferente!


Por fim, eu queria agradecer a todos que me ajudaram, mesmo que seja com uma simples visita! Meu desejo é que Deus possa sempre agir no nosso meio e que todas os planos que ele tem planejado para nós com todo o cuidado sejam cumpridos. Acredito que Cristo representa a maior mudança que alguém pode ter: a morte de si mesmo e o nascer de uma nova pessoa, completamente transformada por Deus. Isso é uma a.C. Revolution!

Patrick Moreira

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